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Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Valter Antonio Noal Filho

Valter Antonio Noal Filho nasceu em 1º de dezembro de 1960, em Santa Maria, onde vive. Graduou-se em Comunicação Visual (1983) pela Universidade Federal de Santa Maria, instituição onde exerce este ofício. Pesquisa literatura de viagem sul-riograndense e investiga o passado santa-mariense, sobretudo por meio da imprensa e da fotografia.

Em 1997, com José Newton C. Marchiori, publicou Santa Maria: relatos e impressões de viagem (Editora UFSM), reeditado em 2008.

Em 2004, com Sérgio da Costa Franco, publicou Os viajantes olham Porto Alegre: 1754/1890 e Os viajantes olham Porto Alegre: 1890/1941 (Editora Anaterra), livros agraciados com o Prêmio Açorianos de Literatura nas categorias Especial e Livro do Ano, em 2005.

Em 2008, com José Newton C. Marchiori, Paulo Fernando S. Machado e Werner Rempel, publicou Do céu de Santa Maria (Prefeitura Municipal de Santa Maria).

Em 2017, com Sergio Faraco, publicou Francisco Ricardo: uma tragédia esquecida (Editora L&PM).

Como organizador ou pesquisador convidado, tem contribuído em diversas obras relacionadas ao passado de sua terra natal, destacando-se A arte fotográfica e o teatro em Santa Maria (2005), de Getulio Schilling, e Theatro Treze de Maio: um espetáculo de história (2016), de Luiz G. Binato de Almeida.

Obras

Santa Maria: relatos e impressões de viagem
José Newton Cardoso Marchiori e Valter Antonio Noal Filho
Santa Maria: Editora UFSM, 1997, 296 p., 1ª edição.

A obra reúne preciosos relatos de viajantes, crônicas e textos de origem diversa sobre Santa Maria, apresentados em ordem cronológica e acompanhados de valioso acervo iconográfico. Descrições de autores clássicos da bibliografia sul-rio-grandense ombreiam com relatos de origem menos conhecida, embora igualmente elucidativos. Precedidos de curtas notas biobibliográficas, o resgate desses documentos histórico-literários convida o leitor a um mergulho no passado da cidade, desde a chegada de seus primeiros povoadores, há precisamente duzentos anos, até meados dos anos 1990. O acervo iconográfico inclui desenhos, mapas e fotografias, entre elas, as de Venancio Schleiniger, que registrou o mais importante conjunto de imagens da cidade na primeira metade do século XX. A coletânea apresenta, enfim, um ensaio sobre os textos selecionados, em capítulo introdutório.


Os viajantes olham Porto Alegre – 1754-1890
Valter Antonio Noal Filho e Sérgio da Costa Franco
Santa Maria: Editora Anaterra, 2004, 238 p.

Uma antologia de textos, em dois volumes, com impressões de viajantes sobre Porto Alegre. Os fragmentos transcritos, em número de 128, estão dispostos em ordem cronológica, precedidos de notas biobibliográficas e, quase a metade, acompanhados do retrato de seus autores. Expressivo número entre os textos reproduzidos recebem sua primeira versão em língua portuguesa, sendo alguns deles inéditos, oferecendo novas fontes de estudo sobre a capital gaúcha, sua gente, seus aspectos urbanísticos e naturais, e costumes. Através do olhar dos forasteiros, o leitor é convidado a um mergulho no passado de Porto Alegre desde o porto que recebera, há pouco, os primeiros casais açorianos até o momento em que a capital gaúcha começava a assumir feições de metrópole. Em dezembro de 2005, a obra foi agraciada com o Prêmio Açorianos de Literatura nas categorias “Especial” e “Livro do Ano”.


Os viajantes olham Porto Alegre – 1890-1941
Valter Antonio Noal Filho e Sérgio da Costa Franco
Santa Maria: Editora Anaterra, 2004, 237 p.

Uma antologia de textos, em dois volumes, com impressões de viajantes sobre Porto Alegre. Os fragmentos transcritos, em número de 128, estão dispostos em ordem cronológica, precedidos de notas biobibliográficas e, quase a metade, acompanhados do retrato de seus autores. Expressivo número entre os textos reproduzidos recebem sua primeira versão em língua portuguesa, sendo alguns deles inéditos, oferecendo novas fontes de estudo sobre a capital gaúcha, sua gente, seus aspectos urbanísticos e naturais, e costumes. Através do olhar dos forasteiros, o leitor é convidado a um mergulho no passado de Porto Alegre desde o porto que recebera, há pouco, os primeiros casais açorianos até o momento em que a capital gaúcha começava a assumir feições de metrópole. Em dezembro de 2005, a obra foi agraciada com o Prêmio Açorianos de Literatura nas categorias “Especial” e “Livro do Ano”.


A arte fotográfica e o teatro em Santa Maria
Getulio Schilling (Organizado por Gilda May Cardoso Santos, Therezinha de Jesus Pires Santos, José Newton Cardoso Marchiori e Valter Antonio Noal Filho)
Santa Maria: Câmara de Vereadores de Santa Maria, 2005, 106 p.

A obra contém dois textos inéditos do autor, redigidos em 1943. Trata-se de uma cuidadosa pesquisa que acompanha a chegada da fotografia na cidade e registra a sua vida teatral. Pela abundância de informações, estes textos de Getulio Schilling constituem imprescindível material de consulta para estudos que venham a ser feitos sobre os temas por ele tratados. E, deveras importante a sua publicação a permitir o acesso a dados nem sempre facilmente disponíveis. Enriquecida por oportunas notas elucidativas e por um conjunto de imagens, o livro, além de se constituir em uma valiosa pesquisa, é, também, a expressão do justificável desejo de prestigiar os méritos de um filho da terra.


Santa Maria: relatos e impressões de viagem
José Newton Cardoso Marchiori e Valter Antonio Noal Filho
Santa Maria: Editora UFSM, 2008, 298 p., 2ª edição.

A segunda edição de Santa Maria: Relatos e impressões de viagem reúne preciosos relatos de viajantes, crônicas e textos de origem diversa sobre Santa Maria, apresentados em ordem cronológica. Precedem a estes artigos curtas notas biobibliográficas, com vistas a apresentar o autor e a tecer breves comentários sobre sua obra. As ilustrações que enriquecem os textos foram extraídas de algumas das obras consultadas, bem como de diversos acervos iconográficos. Descrições de autores clássicos da bibliografia sul-rio-grandense ombreiam com relatos de origem menos conhecida, embora igualmente elucidativos. O resgate desses documentos histórico-literários convida o leitor a um mergulho no passado da cidade, desde a chegada de seus povoadores definitivos, no final do século XVIII, até meados dos anos 1990.


Do céu de Santa Maria
José Newton Cardoso Marchiori, Paulo Fernando dos Santos Machado e Valter Antonio Noal Filho
Santa Maria: Prefeitura Municipal de Santa Maria, 2008, 252 p.

Edição comemorativa ao sesquicentenário de emancipação político-administrativa de Santa Maria, a obra apresenta mais de duzentas fotografias aéreas da cidade e do seu entorno, apresentadas em ordem cronológica, desde o começo da década de 1930 até 2008. As imagens aparecem acompanhadas de minuciosas legendas e ficha técnica. Muitas delas, capturadas de ângulo semelhante, possibilitam comparações entre o passado e o presente. O livro presta homenagem aos fotógrafos cujas imagens foram reproduzidas e conta com um texto introdutório de Armindo Trevisan.


Francisco Ricardo: uma tragédia esquecida
Sergio Faraco e Valter Antonio Noal Filho
Porto Alegre: Editora L&PM, 2017, 200 p.

Em 1927, um duelo teve lugar na cidade de Santa Maria. Já era noite quando o comerciante Pedro da Silva Beltrão passou em casa para pegar o sobretudo e não encontrou a esposa, Rosa, que teria saído para comprar aviamentos. Surpreso, viu que, na mesma direção, também descia a avenida o poeta e juiz distrital Francisco Ricardo, que andara dirigindo gracejos a Rosa, e decidiu segui-lo. Mais à frente, viu Rosa e viu ainda que Francisco Ricardo a ultrapassava e depois dobrava à esquerda numa rua escura, seguido por ela. Pedro foi atrás e os surpreendeu conversando. Chocado, bradou um insulto ao juiz, já de revólver na mão. O poeta então sacou seu 38. Apenas Rosa sobreviveu. Este é o fim trágico de uma morte anunciada. Aos 33 anos, Francisco Ricardo já havia sido transferido duas vezes por se envolver com mulheres casadas. O escritor Sergio Faraco e o pesquisador Valter Antonio Noal Filho reconstituem essa tragédia em minúcias, contextualizando a vida do poeta desde o nascimento, em Porto Alegre, até o desventurado epílogo. O acontecimento, que estremeceu Santa Maria, o Rio Grande do Sul e teve repercussão na imprensa do centro do país, está fartamente fundamentado com a cobertura jornalística da época e com a transcrição de documentos oficiais. A segunda metade do volume é dedicada à produção poética de Francisco Ricardo. Como não poderia ser diferente, grande parte de sua escrita é dedicada ao amor romântico, ao concretizado e ao idealizado, e às saudades que sentiu de sua terra e de sua mãe quando foi estudar no Rio de Janeiro.


Santa Maria
Romeu Beltrão (Organizado por Silvia Carneiro Lobato Paraense e Valter Antonio Noal Filho)
Santa Maria: Editora UFSM, 2018, 240 p.

Movido por preocupações nitidamente adiante de seu tempo e dotado de uma inteligência vívida e curiosa, Romeu Beltrão dirigiu o seu olhar para diversas áreas do conhecimento; e em todas elas, atuou com o rigor de um especialista. Foi um pesquisador, por excelência.

Além da medicina – seu ofício regular –, dedicou-se às Ciências Naturais, com ênfase na Botânica e na Paleontologia. Mas foram as investigações sobre o passado de sua Santa Maria que resultaram na produção de um grande número de crônicas. É de uma seleção destas crônicas que se constitui o presente livro, formado por 85 textos redigidos entre 1949 e 1976, embora grande parte tenha circulado na década de 1950. Neles, o autor, sem ufanismo, revela faces de uma Santa Maria que experimentava intenso surto de desenvolvimento.

Motivados pela vontade de retirar do esquecimento esse valioso conteúdo, é que os organizadores iniciaram a coleta e o preparo do material. 


Fonte: todas as informações biográficas, datas e títulos das obras foram enviadas pelo autor Valter Noal Filho