A ESSÊNCIA AFRICANA EM DANÇA NA PRAÇA

Roupas brancas, batuque e canto africano apresentaram o Negressência hoje, na Feira do Livro. Oito dançarinos fizeram a intervenção na praça, que trabalha o corpo para expressar a luta da mulher negra gaúcha, bem como a raiz da resistência africana.

O espetáculo, dirigido por Manuel Luthiery, é baseado em entrevistas com mulheres negras do Rio Grande do Sul. Ele também aborda a figura da Iemanjá, deusa das religiões africanas e símbolo feminino. O projeto foi aprovado pela Fundação Nacional de Artes (FUNART) neste ano. Os dançarinos ensaiam e preparam a apresentação desde janeiro, e após, começaram a circular com o espetáculo. “O grupo dos bailarinos é formado tanto por estudantes de Dança da Universidade Federal de Santa Maria, quanto por dançarinos independentes, mas o Negressência não é vinculado à Universidade, apenas treinamos lá”, conta Amanda Silveira, integrante do projeto, que está terminando o curso de Dança.

O projeto foi criado por Martha Nunes, responsável pela produção cultural. Karen Tolentino, dançarina, chegou ao grupo algum tempo depois. “O porque de dançarmos é a questão da mulher negra, das suas histórias, e a partir dos depoimentos delas, nos identificamos e interpretamos a luta e resistência da mulher negra”, afirma Karen.
Os bailarinos começam com os movimentos africanos, alguns são movimentos dos orixás, entidades do Candomblé. “Esses grupos ajudam a criarmos nossa identidade negra, fazemos o espetáculo visando às mulheres negras, temos muita reflexão sobre isso”, relata a dançarina.

O Negressência fará sua primeira apresentação completa dia 22 de maio, no Teatro Treze de Maio, com entrada franca.

Negressência 3

Assessoria de Imprensa – UNIFRA
Texto: Acadêmico de jornalismo Amanda Souza.
Foto: Viviane Campos/Laboratório de Fotografia e Memória.
Professor Responsável: Bebeto Badke (MTB 5498)

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