A VILA BELGA EM CANTO E DANÇA NA PRAÇA

O amor entre o engenheiro belga Gustave Vauthier e Maria Conceição Ribas, no início do século XX, a sintonia entre folclore e história e o imaginário da literatura. Estes foram os  ingredientes que o grupo tradicionalista Sentinela da Querência  apresentou no Livro Livre, na noite desta quinta- feira.

Os dedilhados no violão foram a deixa para que prendas e peões ganhassem o chão da Praça, com bicicletas- meio de transporte na época-, sombrinhas, uma ponte (do Bairro Itararé) e fotografias das casas geminadas.  O grupo, em meio aos passos, formou um cenário que foi a construção da Vila Belga, idealizada e construída por Vauthier. .

De acordo com o coordenador do CTG, Valmir Beltrame, é uma característica da instituição valorizar a história. “Buscamos sempre algo nosso, próprio, para que seja divulgado, levado para outros locais. A Vila Belga é o grande cartão postal, a parte linda de Santa Maria. Com a música Várias Mãos (de autoria do grupo) e a coreografia, contamos a chegada dos ferrinhos, o apogeu da Viação Férrea, a construção e a como essa relação se constituiu de forma lúdica, por meio do folclore da dança”, ressalta Beltrame.

A apresentação estruturada há pouco mais de um ano foi escolhida como “a mais popular” do Enart 2016 e irá representar o município em festivais internacionais ao longo deste ano.

A professora e farmacêutica aposentada, Maria do Carmo, 70 anos, residiu por 24 anos na Vila Belga. Ela não conteve a emoção; “É motivante. É bonito ver as histórias que ouvia na infância e juventude ganharem forma. Fico feliz, pois é uma herança que será conservada e passada para outras culturas e gerações”.

Ao final do espetáculo, antes de receber os aplausos do público, Mirna Floresta, Presidente da Associação de Moradores Ferroviários da Vila Belga convidou o grupo para realizar uma apresentação na comunidade. O convite, claro, foi aceito e celebrado por todos.

Foto: Ronald Mendes (especial para o site)
Foto: Ronald Mendes (especial para o site)

Texto elaborado pelo acadêmico Lorenzo Franchi/ Jornalismo – UNIFRA
Prof. responsável: Jornalista Bebeto Badke (MTB 5498)

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