CHICO JOSÉ LEVOU O PÚBLICO AOS 5 CONTINENTES NA NOITE DE SÁBADO

Para um jornalista que já enfrentou pistoleiros, sequestradores, animais peçonhentos, tubarões e bichos descomunais nos 5 continentes e nos 7 mares, encarar o vento frio na Praça Saldanha Marinho não foi tarefa difícil.

Um bate-papo intermediado por Marcelo Canellas fez o público se sentir amigo de longa data de Francisco José, na noite de sábado, dia 6. Um dos grandes nomes do jornalismo televisivo foi responsável por lotar a Praça ao contar histórias da carreira de repórter que levaram o público a risos, com olhares concentrados e afinidade conquistada.

“Enquanto eu tiver condição, eu vou estar lá, fazendo a reportagem”, conta Chico José que costuma superar limites em nome do jornalismo. “Eu não trabalho sozinho, preciso de uma equipe que tenha o mesmo objetivo, a mesma vontade e coragem que eu.”

O livro 40 anos no Ar conta a história de um nordestino, parte de uma numerosa família com cerca de 80 pessoas que se tornou repórter por acaso, sem qualquer pretensão e ambição. Chico José já superou a marca de 2 mil reportagens na TV Globo. Considerado referência no jornalismo investigativo, as reportagens especiais ultrapassam fronteiras, chegam a diferentes culturas, encontram os olhares certos e entregam ao espectador os lugares mais esquecidos do mundo.

“A gente não tem essa oportunidade de viajar pelo mundo e de conhecer outros países, escutar ele foi como se tivessem me dado uma passagem para muitos lugares”, revelou Andreia da Rocha, técnica de enfermagem.

Algumas reportagens foram mostradas, perguntas feitas e o frio chegando. Nada fez o público olhar o relógio. Uma noite única em que todos puderam se sentir nos lugares mais inóspitos, temidos e esquecidos, sem sair da Praça Saldanha Marinho.

Francisco José contou histórias sobre algumas de suas mais de 2 mil reportagens.(Foto: Matheus Kunzler-LABFEM/UNIFRA)
Francisco José contou histórias sobre algumas de suas mais de 2 mil reportagens.(Foto: Matheus Kunzler-LABFEM/UNIFRA)

Texto elaborado pela acadêmica Geórgia Fröhlich / Jornalismo – UNIFRA
Prof. responsável: Jornalista Bebeto Badke (MTB 5498)

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