terça-feira, maio 28, 2024
Feira Do Livro 2017TODAS EDIÇÕES

MARCELO CANELLAS É HOMENAGEADO POR EX-PATRONOS DA FEIRA

“Tenho uma caixa cheia de caderninhos. Sou repórter à antiga, dos que ainda rabiscam num papel”. Foi na voz do professor e ex-patrono da Feira do Livro, Pedro Brum Santos, que Marcelo Canellas ouviu sua própria crônica, “Memória”, em meio à multidão que escutava atenta às suas palavras na cerimônia de abertura da Feira do Livro. Mas foi só quando Antônio Cândido Ribeiro também se levantou da plateia para ler a crônica seguinte, “Cidadezinhas”, que o patrono da Feira do Livro 2017 percebeu que se tratava de uma homenagem ao vivo de seus amigos e ex-patronos.

Em seguida,  Tânia Lopes, também em meio à plateia, leu a crônica “Contra a Dúzia de Dez”. Logo após, Vitor Biasoli levantou-se de seu assento e  leu “O Prédio Invisível”. O professor Pedro Brum finalizou a homenagem com “Crônica Provinciana”, que também encerra o livro de Marcelo Canellas, “Província – Crônicas de uma Alma Interiorana”, de onde foram retirados todos os textos lidos na homenagem.

Surpreendido, o jornalista patrono da feira observava atento à leitura de seus próprios textos, e retribuiu, junto de todo o público, com a salva de palmas ao final da apresentação.

Foi assim que começou a 44ª edição da Feira do Livro. Em sua fala Canellas lembrou do início da feira, que começou com as primeiras turmas de jornalismo da UFSM e na qual o patrono teve muito envolvimento:

“Acho que aqueles jovens idealistas estudantes de jornalismo dos anos 70, quando pensaram em organizar uma feira do livro como centelha iluminista no meio de um período de obscuridade da ditadura militar, não podiam imaginar no que se tornaria a Feira do Livro de Santa Maria.”

Ele ainda estimulou a apropriação da cidade pelos moradores em eventos como a Feira.

“Quando uma comunidade se reúne em praça pública para defender a leitura como estratégia de acesso ao conhecimento, nesses tempos de intolerância e interdição de debates, é sempre uma vitória da civilização diante da barbárie”, defendeu o Patrono.

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O professor Pedro Brum Santos organizou a homenagem ao Patrono. (Foto: Ronald Mendes)