Os livros se dependem da praça: Feira do Livro encerra edição histórica com esperança renovada

No último sábado (17) foi dia de a 48ª Feira do Livro de Santa Maria se despedir da Praça Saldanha Marinho. Após 16 intensos dias, dedicados à arte e à cultura, o evento finalizou numa agradável tarde de sol, onde ainda era possível observar uma encontro de gerações que percorriam as bancas dos livreiros e buscavam acompanhar os últimos instantes da programação.

Pela manhã, o trajeto entre as bancas foi percorrido pelo Prefeito Jorge Pozzobom que, acompanhado da Secretária de Cultura, Rose Carneiro, cumprimentou e ouviu os vendedores, além de entregar formulários de avaliação da Feira do Livro de Santa Maria. Os formulários servirão para análise da edição deste ano e receber sugestões para o ano que vem. “O bom de vir à feira todos os dias, como eu vim, é que tu vais enxergando o que pode ser feito de diferente, o que pode melhorar, conversando com as pessoas. Sempre tem uma oportunidade de melhora. A Feira do Livro é um evento grande, atrai pessoas de outras cidades. Ela coloca o livro na praça mas ao redor dos livros tem os espetáculos, têm os lançamentos, o envolvimento das pessoas. Este ano também tivemos a descentralização da programação, foi muito importante ir para as escolas. Conseguimos fazer uma ação em 45 escolas com perspectiva de crescimento no futuro”, observa a Secretária.

Denise Copetti, produtora da edição de 2021, também destacou a importância da descentralização, com ações nas escolas, na Praça CEU e na internet, e avaliou a programação artística deste ano. “Essa parte de atrações culturais sempre tem na Feira e este ano conseguimos trazer, tanto de forma online como presencial, todas essas pessoas envolvidas na programação. Foi interessante alimentar a cadeia produtiva e possibilitar que as pessoas tenham acesso às mais diferentes áreas. Teve teatro, poesia, música, literatura e exposições”, relata.

Os 16 dias, com mais de 100 livros lançados e 40 atrações artísticas, também marcaram a saída dos livros da praça. Isso porque, segundo o balanço da organização, foram vendidos no total 25.440 obras, que ganharam as casas dos leitores.Télcio Brezolin, presidente da Câmara do Livro de Santa Maria, comemorou os momentos propiciados pelo evento. “Foram momentos de reencontrar pessoas num ambiente real cheio de energia, desprovidos de algoritmos, tão importante neste hiato da história da humanidade. Num ambiente de tranquilidade, compartilhamento de conhecimento e sentimentos, parece que ajudamos as pessoas a deixarem para trás o medo e as angústias do isolamento. Os livreiros tiveram um respiro diante de tantas adversidades. Então podemos dizer que cumprimos um papel importante no meio cultural para retomarmos as energias para um mundo melhor com mais acesso à leitura, cada dia mais necessária diante do futuro e do presente”, celebra.

A lista dos 10 livros mais procurados pode ser conferida abaixo:

O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint-Exupéry
Assim Foi, Assim Será – Crônicas e Poesias – Evandro Zamberlan
Diário de Um Banana – Jeff Kinney
Torto Arado – Itamar Vieira Jr
Asilo Político: Limites E Perspectivas à Luz Da Cosmopolitização Dos Direitos Humanos – Felipe Tonetto Londero
Quando a Alma Mostra – Camila Santos Sityá
Saphiens: Uma Breve História da Humanidade – Yuval Noah Harari
1984 – George Orwell
Capitão Cueca – Dav Pilkey

Ao nos despedirmos, agradecemos todas as pessoas que fizeram essa Feira do Livro acontecer, renovando a esperança nos livros expostos na praça, mesmo após um hiato necessário na edição de 2020. Ficamos felizes por encontrar as pessoas no entorno do chafariz, fazendo pulsar a cultura de Santa Maria. Voltaremos em 2022. Até lá, seguimos com cuidado, por todos nós.